Por muitos anos não havia uma solução para este problema, e muitas pessoas acabavam por sofrer dores articulares e ficar impedidos de locomover-se, o que gerava outras complicações, como a depressão e doenças relacionadas à imobilidade, tais como o ganho de peso, diabetes, elevação do colesterol e atrofias musculares. Após várias décadas de evolução da medicina, hoje é possível substituir um joelho desgastado por uma prótese, com bons resultados tanto no controle das dores, como na restauração da capacidade de locomoção. A operação para substituição de uma articulação por uma prótese é chamada de artroplastia.
As próteses de joelho mais modernas são confeccionadas em metal e polietileno de alta resistência. Enquanto o metal substitui as partes ósseas da articulação, o polietileno, que é uma espécie de plástico ultraresistente, é encaixado entre as peças de metal, fornecendo um amortecimento do impacto. Uma prótese de joelho é composta, usualmente, de uma peça metálica acoplada ao fêmur, uma peça metálica acoplada à tíbia e uma peça de polietileno encaixada entre as duas peças metálicas. Eventualmente pode-se acoplar uma peça de polietileno na superfície da patela (rótula), porém este procedimento tem sido cada vez menos realizado, uma vez que os resultados, com ou sem este passo, são semelhantes.
É importante explicar que, ao substituir um joelho por uma prótese, retira-se apenas o mínimo de tecido do paciente, apenas uma camada com cerca de 1 centímetro de espessura de cada osso, mantendo-se intactos os tendões e músculos e a maioria dos ligamentos. É por este motivo que o paciente submetido a este tipo de operação apresenta melhora de desempenho mesmo semanas após a operação, uma vez que os tendões e músculos, que agora podem se movimentar, irão melhorar seu condicionamento gradualmente, tornando-se mais fortes, resistentes e flexíveis.
Após três ou quatro meses, o paciente que se submeteu à prótese do joelho costuma perceber uma melhora significativa da qualidade de vida. O uso de analgésicos diminui ou cessa completamente e o paciente passa a se locomover com segurança. Daí em diante os cuidados são para evitar o desgaste da prótese. Como qualquer órgão artificial, a prótese de joelho não é tão resistente quanto um joelho original. Atividades de impacto podem reduzir drasticamente a durabilidade das peças da prótese. Desta forma, todo paciente que foi submetido à artroplastia de joelho é orientado a não realizar atividades de impacto e a ter cuidado redobrado para evitar quedas e traumas no joelho operado.
O paciente portador de prótese de joelho deve ter cuidado especial com sua imunidade. Os componentes de qualquer tipo de prótese, implantada no corpo humano, não tem a mesma defesa às infecções que os tecidos naturais. Desta forma, eventuais quedas na imunidade, ou ferimentos não tratados, podem desencadear uma infecção da prótese, o que é algo arriscado e de tratamento complicado. Recomenda-se uma alimentação saudável, exercícios adequados e frequentes além do controle correto do diabetes e da hipertensão arterial, quando presentes. Um cuidado especial deve ser dado aos pés. Cortes de unhas adequados, hidratação dos pés, inspeções frequentes da região entre os dedos devem ser realizadas, com objetivo de prevenir e tratar precocemente lesões, que, se negligenciadas, podem ser portas de entrada para infecções da prótese do joelho.
Quem precisa da prótese de joelho e quanto tempo ela dura
Quem precisa de prótese de joelho, em geral, são pacientes com desgaste articular avançado, dor persistente e limitação importante de movimento que não melhoraram com tratamentos conservadores, como fisioterapia, medicação e infiltrações. A indicação cirúrgica é sempre resultado da combinação entre exame físico, exame de imagem e o impacto do quadro na vida diária do paciente, e não de um critério isolado.
Como é a cirurgia de prótese é uma das primeiras dúvidas de quem recebe essa indicação. O procedimento é realizado em ambiente cirúrgico, sob anestesia definida junto à equipe de anestesiologia, e consiste na substituição da superfície desgastada do fêmur e da tíbia pelos componentes metálicos e de polietileno da prótese, preservando tendões, músculos e a maior parte dos ligamentos do joelho.
Quanto tempo dura a prótese varia de paciente para paciente, conforme fatores como nível de atividade física, peso corporal e cuidados no período pós-operatório. Próteses submetidas a atividades de impacto tendem a se desgastar mais rápido do que as expostas a atividades de baixo impacto. O acompanhamento periódico com o ortopedista ajuda a identificar sinais de desgaste ao longo dos anos.
Perguntas sobre o que é a prótese de joelho
O que é a prótese de joelho?
A prótese de joelho é um implante composto por peças metálicas, fixadas no fêmur e na tíbia, e uma peça de polietileno encaixada entre elas, que substitui a função da cartilagem desgastada. Ela é indicada quando o desgaste articular já compromete significativamente a dor e a mobilidade do paciente. A cirurgia que faz essa substituição é chamada de artroplastia.
Quem precisa de prótese de joelho?
Precisam de prótese de joelho, em geral, pacientes com desgaste articular avançado e dor importante que não respondeu a tratamentos conservadores, como fisioterapia, medicação e infiltrações. A decisão é sempre individual, baseada no exame físico, nos exames de imagem e no impacto do quadro na rotina do paciente.
Como é a cirurgia de prótese de joelho?
A cirurgia de prótese de joelho é realizada em ambiente cirúrgico, sob anestesia, e consiste em substituir a superfície desgastada dos ossos pelos componentes da prótese, mantendo intactos os tendões, os músculos e a maior parte dos ligamentos do joelho. Essa preservação é o que permite a recuperação progressiva de força e mobilidade nas semanas seguintes.
Quanto tempo dura a prótese de joelho?
Não existe um prazo fixo válido para todos os pacientes. A duração depende de fatores como nível de atividade física, peso corporal e cuidados no pós-operatório, entre eles evitar atividades de impacto. O acompanhamento periódico com o ortopedista é o que permite identificar sinais de desgaste ao longo do tempo.