Dor lombar ou lombalgia
Ocasionalmente as dores nas costas chegam a ser incapacitantes, e o seu tratamento necessariamente passa pela abordagem de vários fatores e deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar com médico especialista e fisioterapeuta.
Quando a dor nas costas se irradia para os membros inferiores e o paciente se queixa de alterações da sensibilidade dos membros inferiores, tais como formigamentos ou sensação de queimação, é bem provável que a causa seja compressão ou irritação das raízes dos nervos lombares, dentro do canal da coluna. Hérnias de disco são causa comum deste tipo de compressão e devem ser pesquisadas através de exame físico minucioso e exames de imagem, entre eles, a ressonância magnética.
Nem toda hérnia de disco necessita ser tratada cirurgicamente, e, muitas vezes, o tratamento clínico pode ser eficaz. Por outro lado, pacientes que, além dos sintomas de alteração da sensibilidade dos membros inferiores, apresentem também fraquezas musculares nos membros inferiores ou alteração do controle urinário ou intestinal, podem necessitar de intervenção cirúrgica precoce.
Sintomas de dor lombar mais comuns
A dor lombar costuma se manifestar como um desconforto na parte baixa das costas, que pode piorar ao permanecer muito tempo sentado, ao se levantar de uma posição ou ao realizar esforço físico.
Em alguns casos, a dor lombar se irradia para uma das pernas, acompanhada de formigamento ou sensação de queimação. Esse padrão costuma indicar envolvimento de uma raiz nervosa lombar, diferente da dor lombar puramente muscular.
Fraqueza em uma das pernas ou alteração no controle da urina ou das fezes associada à dor lombar são sinais que merecem avaliação sem demora, por indicarem comprometimento neurológico mais importante.
Diagnóstico da lombalgia
A avaliação de dor lombar começa pela história clínica e pelo exame físico, que testa a mobilidade da coluna, a força das pernas, os reflexos e a sensibilidade. Esses dados já orientam boa parte da conduta inicial.
A ressonância magnética é pedida quando há suspeita de hérnia de disco com compressão de raiz nervosa, ou quando a dor lombar não responde ao tratamento conservador dentro de um prazo razoável. Não é exame de rotina para toda dor nas costas.
Tratamento de dor lombar e quando pensar em cirurgia
O tratamento de dor lombar costuma começar com medicação por período definido, fisioterapia voltada ao fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna e orientação sobre postura e retorno gradual às atividades.
Hérnias de disco lombares, na maioria das vezes, respondem bem ao tratamento clínico. A cirurgia é discutida quando há déficit neurológico progressivo, perda de força relevante em uma perna ou alteração no controle esfincteriano associada à dor.
Manter a musculatura do tronco fortalecida e evitar longos períodos na mesma posição ajuda a reduzir a recorrência dos episódios de dor lombar ao longo do tempo.
O tratamento de dor lombar em Brasília é oferecido no consultório da Asa Norte, de segunda a sexta, das 8h às 19h, com avaliação individual antes de qualquer indicação terapêutica.
Perguntas sobre dor lombar
Quais são os sintomas de dor lombar que exigem atenção?
Merecem atenção a dor lombar associada a formigamento ou fraqueza em uma perna, a dor que não melhora com repouso e qualquer alteração no controle da urina ou das fezes. Esses sinais indicam possível comprometimento de raiz nervosa.
O que é dor lombar e quais as causas mais comuns?
Dor lombar é o desconforto na parte baixa da coluna, geralmente ligado a sobrecarga muscular por sedentarismo, esforço físico ou longos períodos sentado. Uma parte dos casos está relacionada a hérnia de disco lombar.
Toda hérnia de disco lombar precisa de cirurgia?
Não. A maioria dos casos de hérnia de disco lombar responde ao tratamento clínico, com medicação e fisioterapia. A cirurgia é indicada apenas quando há comprometimento neurológico mais significativo ou falha do tratamento conservador.
Quanto tempo dura o tratamento de dor lombar?
Varia conforme a causa e o tempo de evolução do quadro. Casos mecânicos recentes costumam responder em semanas ao tratamento inicial, mas o prazo exato depende da avaliação individual e não pode ser definido antecipadamente.