Ruptura do ligamento cruzado posterior do joelho
As lesões parciais deste ligamento têm a possibilidade de cicatrização e podem ser tratadas com imobilização, seguida de fisioterapia, com sucesso. As lesões completas, por vezes, podem ser tratadas com reforço muscular do membro, gerando uma estabilidade eficiente do joelho.
Pacientes que mantém instabilidade, apesar da tentativa de estabilização através de exercícios físicos, são candidatos à reconstrução cirúrgica.
- Ao contrário do ligamento cruzado anterior, cuja reconstrução cirúrgica é rotina para o cirurgião de joelho, as reconstruções do ligamento cruzado posterior ainda são procedimentos desafiadores, especialmente por causa da localização anatômica desta estrutura, próxima ao trajeto dos principais vasos sanguíneos e nervos dos membros inferiores.
- A reabilitação da reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado posterior tende a ser mais trabalhosa que a reabilitação da reconstrução do ligamento cruzado anterior, exigindo um comprometimento ainda maior do paciente com o processo de tratamento.
Sintomas da lesão do ligamento cruzado posterior
A lesão do ligamento cruzado posterior costuma provocar dor na parte posterior do joelho, além de inchaço que pode demorar mais para aparecer do que nas lesões do ligamento cruzado anterior. Muitos pacientes conseguem caminhar logo depois do trauma, o que às vezes atrasa a busca por avaliação.
A sensação de instabilidade é mais perceptível ao descer escadas, ao desacelerar durante a corrida ou ao caminhar em declive, situações em que a tíbia tende a deslocar-se para trás em relação ao fêmur. O mecanismo mais comum é um impacto direto na parte da frente da perna, com o joelho fletido.
Por ser um ligamento resistente, sua lesão costuma indicar um trauma de maior energia, como acidentes automobilísticos ou quedas de maior impacto, e é importante investigar lesões associadas em outros ligamentos e nos meniscos.
Avaliação e tratamento do ligamento cruzado posterior
O exame físico inclui a gaveta posterior e a observação do recuo espontâneo da tíbia com o joelho fletido. Esses achados ajudam a estimar o grau da lesão e orientam a necessidade de exames complementares.
A ressonância magnética confirma a lesão e avalia estruturas vizinhas, já que a proximidade desse ligamento com vasos e nervos importantes exige atenção redobrada, tanto na avaliação inicial quanto, se necessário, no planejamento cirúrgico.
Lesões parciais costumam responder a imobilização e fisioterapia. Lesões completas, quando a instabilidade se mantém apesar de fortalecimento muscular bem conduzido, principalmente do quadríceps, tornam o paciente candidato à reconstrução cirúrgica.
A reabilitação após a reconstrução do ligamento cruzado posterior costuma ser mais cautelosa do que a do ligamento cruzado anterior, com progressão mais lenta de carga e de movimento, acompanhada de perto durante o retorno às atividades.
Perguntas sobre ligamento cruzado posterior
O que é a lesão do ligamento cruzado posterior?
É a lesão do ligamento mais forte do joelho, que impede que a tíbia se desloque para trás em relação ao fêmur. Costuma ocorrer em traumas de maior energia, como um impacto direto na parte da frente da perna com o joelho fletido, por exemplo em acidentes automobilísticos.
Lesão do ligamento cruzado posterior sempre precisa de cirurgia?
Não. Lesões parciais costumam responder bem a imobilização e fisioterapia. Lesões completas às vezes conseguem estabilidade funcional apenas com fortalecimento muscular. A cirurgia é considerada quando a instabilidade persiste apesar dessas medidas, prejudicando as atividades do dia a dia ou do esporte.
Por que a cirurgia do ligamento cruzado posterior é mais complexa?
Porque esse ligamento fica localizado próximo a vasos sanguíneos e nervos importantes da perna, o que exige técnica cuidadosa durante a reconstrução. Além disso, a reabilitação tende a ser mais lenta e mais cautelosa do que a da cirurgia do ligamento cruzado anterior.
Quais os sintomas de lesão do ligamento cruzado posterior?
Dor na parte de trás do joelho, inchaço que pode demorar a aparecer e sensação de instabilidade ao descer escadas ou desacelerar durante a corrida são os sinais mais comuns. Muitos pacientes ainda conseguem caminhar logo após o trauma.