lesão degenerativa do menisco: ilustração de lesões degenerativas

Lesões dos Meniscos

Lesão degenerativa do menisco: precisa operar?

Os meniscos dos joelhos são estruturas compostas por cartilagem fibrosa, cuja função principal é absorver impactos. Eles estão localizados entre o fêmur e a tíbia e amortecem o impacto entre estes ossos.

Lesões degenerativas dos meniscos

Com o passar do tempo, o envelhecimento natural do corpo humano também se manifesta nos meniscos, tornando-os menos elásticos e mais quebradiços.

Em consequência, os meniscos perdem parte de sua capacidade de absorção de choques, e podem romper-se em atividades banais, tais como agachar-se ou mesmo entrar em um automóvel.

Em geral, as rupturas meniscais degenerativas formam traços estáveis, isto é, os fragmentos gerados por este tipo de ruptura não tendem a se deslocar e, desta forma, é maior a possibilidade de que a articulação se adapte a esta situação e responda bem aos tratamentos conservadores, tais como as infiltrações e fisioterapia.

  • Infelizmente, nem sempre o tratamento conservador será efetivo para as lesões meniscais degenerativas.
  • As lesões meniscais degenerativas instáveis e as lesões meniscais degenerativas estáveis que não responderam ao tratamento conservador, poderão ser tratadas cirurgicamente, mas de modo minimamente invasivo, através da artroscopia.
  • A artroscopia é um procedimento cirúrgico realizado com auxílio de câmeras de vídeo, que são introduzidas no interior do joelho através de perfurações de cerca de 1 cm, e possibilitam a visualização e tratamento das lesões dos meniscos.
  • Em geral, o tratamento cirúrgico das lesões meniscais degenerativas consta da ressecção dos fragmentos meniscais.
  • A recuperação das operações artroscópicas, para tratamento de lesões meniscais, costuma ser rápido e após algumas semanas o paciente poderá retomar suas atividades normais.

Sintomas da lesão degenerativa do menisco

A lesão degenerativa do menisco costuma aparecer sem um trauma evidente. A dor surge de forma gradual, muitas vezes ligada a atividades simples do dia a dia, como agachar, levantar de uma cadeira baixa ou entrar em um carro. Muitos pacientes não conseguem apontar um momento exato em que a dor começou.

O inchaço leve e intermitente é comum, assim como a sensação de estalos ou de fisgadas ao girar o joelho. Diferente das lesões traumáticas, o travamento completo da articulação é menos frequente, embora possa ocorrer quando o fragmento degenerado se solta parcialmente.

A dor tende a piorar depois de dias mais carregados, como longas caminhadas ou tarefas que exigem ficar de cócoras, e a melhorar com repouso relativo. Esse padrão de dor que vai e volta é característico do desgaste meniscal relacionado à idade.

Exame físico e imagem na lesão degenerativa do menisco

O exame físico busca dor à palpação da linha articular e sinais de irritação ao girar o joelho sob carga. Como o quadro é gradual, é comum que o paciente já tenha convivido com desconfortos leves por meses antes de procurar avaliação.

A ressonância magnética costuma mostrar sinais de degeneração meniscal com frequência, inclusive em joelhos de pessoas sem qualquer dor, o que exige cautela na interpretação do exame de forma isolada. O achado de imagem precisa ser correlacionado com a queixa e com o exame físico, e não apenas com o laudo.

Quando o desgaste meniscal vem acompanhado de sinais de artrose na mesma articulação, essa informação também entra na decisão terapêutica, porque o prognóstico e a resposta ao tratamento tendem a ser diferentes de um joelho sem desgaste da cartilagem.

Tratamento da lesão degenerativa do menisco em Brasília

O tratamento inicial é conservador na maior parte dos casos, com fisioterapia voltada ao fortalecimento da musculatura do joelho e do quadril, ajuste de atividades e, quando necessário, infiltrações para controlar a dor durante esse período. Boa parte dos pacientes responde bem a essa abordagem.

Quando a lesão é instável, ou quando o tratamento conservador não trouxe melhora satisfatória depois de um período adequado de tentativa, a artroscopia entra na conversa. O procedimento costuma se limitar à ressecção da porção rompida, preservando o máximo possível de tecido meniscal saudável.

A avaliação em consultório na Asa Norte ajuda a diferenciar quando vale insistir no tratamento conservador e quando a cirurgia tende a trazer mais benefício, considerando idade, nível de atividade e presença de desgaste articular associado.

Perguntas sobre lesão degenerativa do menisco

O que causa a lesão degenerativa do menisco?

É o desgaste natural do tecido meniscal que ocorre com o envelhecimento, tornando o menisco menos elástico e mais suscetível a se romper em atividades comuns, sem trauma evidente. É mais frequente a partir da meia-idade, mas a intensidade dos sintomas varia bastante de pessoa para pessoa.

Lesão degenerativa do menisco aparece na ressonância mesmo sem dor?

Sim, e esse é um ponto importante da avaliação. Sinais de degeneração meniscal são comuns em exames de pessoas sem qualquer queixa no joelho, principalmente depois de certa idade. Por isso o resultado da ressonância precisa ser interpretado junto com os sintomas e o exame físico, e não isoladamente.

Lesão degenerativa do menisco precisa de cirurgia?

Nem sempre. A maioria responde ao tratamento conservador, com fisioterapia e ajuste de atividades. A cirurgia é considerada quando a lesão é instável ou quando os sintomas persistem apesar de um período adequado de tratamento sem cirurgia, sempre avaliada caso a caso.

Quais os sintomas de lesão degenerativa do menisco?

Os mais comuns são dor que aparece aos poucos, sem trauma, ligada a gestos como agachar ou levantar de lugares baixos, além de inchaço leve e estalos ao movimentar o joelho. O travamento completo é menos frequente do que nas lesões traumáticas.

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