Subcondroplastia do joelho
- O procedimento de subcondroplastia é utilizado para tratar aqueles pacientes que sofreram fratura por insuficiência óssea do joelho, mas que, mesmo sem ter apresentado deformação da superfície do osso, persistem com dores após o tratamento usual, baseado na restrição de carga, fisioterapia e uso de medicamentos via oral.
- As fraturas por insuficiência óssea do joelho ocorrem geralmente após os 50 anos de idade, em pessoas que já tem algum grau de fragilidade óssea e desgaste dos meniscos e cartilagens do joelho. Meniscos e cartilagens desgastados perdem a capacidade de absorver choques mecânicos. Desta maneira, o osso fragilizado e sem amortecedores adequados pode fraturar-se.
- Estas fraturas por insuficiência óssea podem variar de pequenas fissuras, que mantém o formato original no osso, até fraturas maiores, que fazem com que o osso de amasse, perdendo seu formato original. O tratamento inicial das fraturas sem deformidade consta de restrição da carga, fisioterapia e uso de medicamentos via oral. Quando este tipo de tratamento falha e o paciente ainda persiste com dor, a subcondroplastia pode ser um tratamento eficaz.
- A subcondroplastia consiste na injeção de uma substância a base de cálcio, chamada de substituto ósseo, na área afetada. Esta injeção é realizada em centro cirúrgico, com o paciente sob anestesia e com a utilização de um aparelho especial de raios-x, chamado de intensificador de imagens. O intensificador de imagens permite ao cirurgião localizar a área específica onde há a fratura subcondral, para que a injeção do substituto ósseo seja precisa.
- O substituto ósseo irá permitir o desenvolvimento das células ósseas naquele local, promovendo o crescimento de osso saudável.
- Após o procedimento, será muito importante que o paciente siga adequadamente as orientações médicas, e evite, até que haja a cicatrização óssea, esforços físicos e atividades de impacto.
Quando a subcondroplastia é indicada
A indicação de subcondroplastia é considerada quando os sintomas de fratura por insuficiência óssea persistem depois de semanas de tratamento conservador, mesmo sem deformação da superfície do osso. Dor localizada, que piora ao apoiar o peso e não cede com repouso e medicação, é o principal sinal levado em conta nessa decisão.
A ressonância magnética costuma orientar a indicação, mostrando edema dentro do osso na área afetada mesmo quando a radiografia parece normal.
Recuperação da subcondroplastia em Brasília
Depois do procedimento, o paciente costuma receber orientação de restrição de carga por um período que varia conforme a extensão da lesão e a resposta individual. A fisioterapia é retomada de forma gradual, com progressão de carga acompanhada por exame clínico.
O retorno às atividades de impacto, quando indicado, é discutido caso a caso no consultório na Asa Norte, considerando a evolução das imagens de controle e a ausência de dor ao caminhar e ao subir escadas.
Perguntas sobre subcondroplastia
A subcondroplastia é uma cirurgia?
É um procedimento realizado em centro cirúrgico, com anestesia, mas sem cortes abertos. Consiste na injeção guiada por raios-x de um substituto ósseo dentro da área fraturada, para estimular a formação de osso saudável no local.
Quando a subcondroplastia é indicada?
Ela é indicada quando os sintomas de fratura por insuficiência óssea do joelho persistem apesar de restrição de carga, fisioterapia e medicação por via oral, mesmo sem deformação da superfície do osso. A decisão depende da avaliação clínica e de imagem de cada paciente.
Depois da subcondroplastia posso andar normalmente?
A retomada da marcha é gradual e definida conforme a evolução clínica e de imagem. Nas primeiras semanas costuma haver restrição de carga sobre o membro, seguida por progressão orientada por fisioterapia até a liberação para as atividades habituais.
A subcondroplastia substitui a cirurgia de prótese de joelho?
Não. São indicações diferentes. A subcondroplastia trata uma fratura por insuficiência óssea sem deformação da articulação, enquanto a prótese é indicada em casos de desgaste articular avançado, quando a superfície da cartilagem já está comprometida.