- Há um grupo de tendões que se ligam de forma conjunta na tíbia, formando uma estrutura que lembra vagamente o pé de um pato e, por este motivo, há muitos anos atrás, os anatomistas a chamaram de pata de ganso. Estes tendões são relacionados aos músculos sartório, grácil e semitendíneo, que agem fletindo (dobrando) o joelho.
- A tendinite da pata de ganso é extremamente comum e, em geral, é relacionada a alguma forma de desequilíbrio muscular. Eventualmente, alguns problemas internos dos joelhos, tais como as lesões meniscais, podem se manifestar inicialmente através de tendinite da pata de ganso.
- Se não houver desarranjos internos do joelho, a fisioterapia é eficaz no tratamento deste tipo de tendinite. Eventualmente podem ser utilizadas infiltrações para controle da inflamação e da dor, com objetivo de possibilitar o tratamento fisioterápico.
- O objetivo final da fisioterapia, neste tipo de tratamento, é restaurar o equilíbrio muscular.
Sintomas da tendinite da pata de ganso
A tendinite da pata de ganso provoca dor na face interna do joelho, alguns centímetros abaixo da linha articular, no ponto em que os tendões dos músculos sartório, grácil e semitendíneo se inserem na tíbia. A dor piora ao subir e descer escadas, ao levantar de uma posição agachada e, muitas vezes, à noite, ao deitar de lado.
Diferente das lesões que envolvem a linha articular, como as do menisco ou do ligamento colateral medial, a dor da tendinite da pata de ganso costuma ser mais baixa, e o paciente frequentemente consegue apontar o local exato do incômodo com o dedo.
Pode haver leve inchaço na região, mas o joelho geralmente mantém a mobilidade normal. É comum a queixa se instalar de forma gradual, associada ao aumento de atividades físicas ou a desequilíbrio muscular entre a face interna e externa da coxa.
Diagnóstico e tratamento da tendinite da pata de ganso em Brasília
O diagnóstico costuma ser clínico, baseado na localização típica da dor à palpação. Exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, são reservados para quadros que não respondem ao tratamento inicial ou quando há suspeita de lesão associada dentro do joelho, como uma lesão meniscal.
Fatores como sobrepeso, desalinhamento do joelho em valgo e prática de corrida com volume elevado de treino aumentam a chance de desenvolver esse tipo de tendinite, por sobrecarregarem repetidamente a inserção desses tendões.
O tratamento é conservador na grande maioria dos casos, com fisioterapia voltada ao alongamento da musculatura posterior e interna da coxa e ao fortalecimento do quadril, além de ajuste temporário das atividades que provocam dor. Infiltrações podem ser usadas para reduzir a inflamação e viabilizar a fisioterapia.
A cirurgia praticamente não entra na conversa nesse tipo de tendinite. Quando a dor persiste apesar do tratamento bem conduzido, a investigação se volta para possíveis causas associadas dentro do joelho, e o acompanhamento em consultório na Asa Norte ajuda a reavaliar o diagnóstico.
Perguntas sobre tendinite da pata de ganso
Onde dói a tendinite da pata de ganso?
A dor se localiza na face interna do joelho, poucos centímetros abaixo da linha articular, no ponto em que três tendões da coxa se inserem na tíbia. Costuma piorar ao subir escadas, ao levantar de uma posição agachada e ao deitar de lado durante a noite.
O que causa a tendinite da pata de ganso?
Geralmente é causada por desequilíbrio muscular entre a face interna e externa da coxa, sobrecarga de treino ou desalinhamento do joelho em valgo. Em alguns casos, pode surgir associada a um problema interno do joelho, como uma lesão meniscal, que vale a pena investigar se a dor não melhora.
Tendinite da pata de ganso precisa de cirurgia?
Quase nunca. A fisioterapia, voltada ao alongamento e ao reequilíbrio muscular, resolve a grande maioria dos casos. Infiltrações podem ser usadas para reduzir a dor e permitir o avanço da fisioterapia, mas o tratamento cirúrgico não costuma fazer parte da conduta dessa tendinite.
Como diferenciar tendinite da pata de ganso de lesão de menisco?
A dor da tendinite fica abaixo da linha articular e é bem localizada à palpação, enquanto a dor de origem meniscal costuma se concentrar na própria linha articular e vir acompanhada de travamento ou estalos. Quando há dúvida, o exame físico e, se necessário, a imagem ajudam a diferenciar.