- O tendão do quadríceps, ou tendão quadricipital, liga a musculatura da face anterior da coxa (o quadríceps) ao polo superior da patela.
- Tendinites do quadríceps, em geral, manifestam-se com dor na porção superior da patela. Esta dor tende a se intensificar durante exercícios ou atividades de flexão e extensão do joelho.
- O condicionamento insuficiente do quadríceps é uma causa comum deste tipo de tendinite. Frequentemente a resposta ao tratamento conservador, com fisioterapia, é muito boa.
- Não é incomum que a tendinite quadricipital ocorra concomitantemente a outras tendinites, tais como a tendinite do trato iliotibial distal e a tendinite patelar.
Sintomas da tendinite do quadríceps
A tendinite do quadríceps causa dor na região logo acima da patela, onde o tendão do músculo quadríceps se insere. A dor costuma piorar ao agachar, ao subir escadas e durante exercícios de extensão do joelho contra resistência, como o leg press.
Pode haver leve inchaço na porção superior da patela e desconforto à palpação direta do tendão. Em atletas que praticam saltos com frequência, a dor tende a aparecer primeiro depois do esforço e, com o tempo, também durante a atividade.
É importante diferenciar a tendinite do quadríceps de uma lesão mais grave, a ruptura do tendão. Na ruptura, o paciente costuma ter dificuldade ou incapacidade de esticar o joelho ativamente contra a gravidade, o que é um sinal de alerta que pede avaliação sem demora.
A dor também pode aparecer de forma mais discreta em pessoas sedentárias que retomam a atividade física depois de um período parado, situação em que o tendão ainda não está preparado para a carga exigida pelo treino. O aquecimento insuficiente antes do exercício costuma contribuir para esse quadro.
Diagnóstico e tratamento da tendinite do quadríceps em Brasília
O exame físico avalia a força de extensão do joelho e a integridade do tendão à palpação, para diferenciar a tendinite de uma ruptura parcial ou completa. A ultrassonografia é útil para observar o tendão em movimento, e a ressonância magnética entra quando há dúvida sobre a extensão da lesão.
Condicionamento insuficiente do quadríceps, aumento brusco da carga de treino e a prática de esportes com salto repetido são causas comuns dessa tendinite. Em pacientes mais velhos, o próprio processo de desgaste do tendão pode predispor a quadros mais persistentes.
O tratamento conservador costuma trazer boa resposta, com fisioterapia voltada ao fortalecimento progressivo do quadríceps, ajuste da carga de treino e, quando necessário, uso pontual de medicação para controlar a dor e a inflamação.
É comum que essa tendinite ocorra junto com outras do mesmo joelho, como a tendinite patelar e a tendinite do trato iliotibial na sua porção distal, por compartilharem fatores de sobrecarga semelhantes. A avaliação em consultório na Asa Norte ajuda a mapear todos os pontos envolvidos.
Perguntas sobre tendinite do quadríceps
Onde dói a tendinite do quadríceps?
A dor se concentra na parte superior da patela, no ponto em que o tendão do quadríceps se insere no osso. Costuma piorar ao agachar, subir escadas ou fazer exercícios de extensão do joelho contra resistência, e pode vir acompanhada de leve inchaço na região.
Como diferenciar tendinite do quadríceps de ruptura do tendão?
Na tendinite, o paciente consegue esticar o joelho, ainda que com dor. Na ruptura, há dificuldade ou incapacidade de estender o joelho ativamente contra a gravidade, o que é um sinal de alerta que exige avaliação sem demora, diferente da tendinite comum.
Tendinite do quadríceps precisa de cirurgia?
Raramente. A maioria dos casos responde bem à fisioterapia, com fortalecimento progressivo do quadríceps e ajuste da carga de treino. A cirurgia é considerada apenas em casos de ruptura do tendão ou de tendinite crônica que não respondeu a um programa de tratamento bem conduzido.
O que causa a tendinite do quadríceps?
As causas mais comuns são o condicionamento insuficiente do músculo quadríceps, o aumento brusco da carga de treino e a prática de esportes com salto repetido. Em pessoas mais velhas, o desgaste natural do tendão também pode contribuir para quadros mais persistentes.