síndrome do trato iliotibial: ilustração de tendinite do trato iliotibial

Tendinites do joelho

Síndrome do trato iliotibial: dor lateral no joelho

Tendinite do trato iliotibial distal

  • O trato iliotibial é composto por uma longa faixa de tecido fibroso, localizada na face lateral da coxa. Esta faixa se origina na porção lateral do osso da bacia (o osso ilíaco), e desce pela lateral da coxa, indo se ligar ao osso da tíbia.Durante este trajeto, ela passa por uma parte mais proeminente do fêmur, e, eventualmente, pode atritar-se contra esta proeminência femoral, gerando um quadro inflamatório chamado de tendinite do trato iliotibial distal ou síndrome do atrito iliotibial distal.
  • Uma das causas mais comuns deste tipo de distúrbio é o encurtamento do trato iliotibial, secundário ao sedentarismo e as longas permanências na posição sentada. Por outro lado, pacientes fisicamente ativos também podem desenvolver esta tendinite. Nestas situações, as causas mais comuns são a prática de atividades que demandam o movimento contínuo de flexão e extensão do joelho e uma flexibilidade insuficiente do trato iliotibial.
  • A tendinite do trato iliotibial costuma ter boas respostas com o tratamento conservador, no qual a fisioterapia é utilizada para reequilibrar o funcionamento das estruturas do joelho.
  • Eventualmente é necessária a utilização de infiltrações com corticoesteróides, para controlar o processo inflamatório e a dor, assim possibilitando o desenvolvimento das atividades de fisioterapia.

Sintomas da síndrome do trato iliotibial

A síndrome do trato iliotibial provoca dor na face lateral externa do joelho, num ponto específico, um pouco acima da linha articular, onde a faixa fibrosa atrita contra uma saliência do fêmur. É uma queixa muito comum entre corredores.

Uma característica típica é a dor aparecer sempre depois de percorrer uma distância parecida durante a corrida, ou depois de um tempo semelhante de atividade, e melhorar com o repouso. Descer ladeiras ou escadas costuma intensificar o desconforto.

Diferente de uma lesão do menisco lateral ou do ligamento colateral lateral, a dor da síndrome do trato iliotibial não vem acompanhada de travamento nem de instabilidade, e o joelho mantém a mobilidade normal na maior parte do tempo.

Fatores de risco e tratamento da síndrome do trato iliotibial em Brasília

Encurtamento do trato iliotibial, fraqueza da musculatura abdutora do quadril, erros no planejamento de treino, como aumento rápido de volume ou de quilometragem, e alterações no alinhamento das pernas estão entre os fatores que mais contribuem para essa síndrome.

O exame físico avalia a flexibilidade da banda iliotibial e a dor à compressão sobre o ponto de atrito, próximo ao lado externo do fêmur. A imagem, quando solicitada, serve principalmente para afastar outras causas de dor lateral no joelho.

O tratamento conservador costuma trazer boa resposta, com fisioterapia voltada ao alongamento do trato iliotibial e ao fortalecimento dos músculos abdutores do quadril, além do ajuste da carga e da técnica de corrida. Infiltrações podem ser usadas em quadros mais dolorosos, para viabilizar a fisioterapia.

A cirurgia é uma exceção, reservada para casos crônicos que não respondem a um programa completo de tratamento conservador. A avaliação em consultório na Asa Norte ajuda a identificar os fatores de treino e de biomecânica que estão sustentando o quadro.

Perguntas sobre síndrome do trato iliotibial

O que é a síndrome do trato iliotibial?

É a inflamação causada pelo atrito repetido de uma faixa fibrosa que desce pela lateral da coxa contra uma saliência óssea do fêmur, próxima ao joelho. É uma das causas mais comuns de dor lateral no joelho entre corredores e ciclistas.

Por que a síndrome do trato iliotibial dói mais na corrida?

Porque o movimento repetido de flexão e extensão do joelho aumenta o atrito da faixa iliotibial contra o fêmur. É comum a dor aparecer sempre depois de uma distância parecida de corrida e melhorar com o repouso, um padrão bem característico dessa condição.

Como tratar a síndrome do trato iliotibial?

O tratamento é conservador na maioria dos casos, com fisioterapia para alongar a faixa iliotibial e fortalecer os músculos abdutores do quadril, além de ajustes na carga e na técnica de treino. A cirurgia é reservada para os poucos casos crônicos que não respondem a esse tratamento.

Síndrome do trato iliotibial afeta só quem corre?

Não. Embora seja mais comum em corredores, também pode afetar pessoas sedentárias, geralmente por encurtamento da faixa iliotibial associado a longos períodos sentado. Ciclistas e praticantes de outras atividades com flexão e extensão repetida do joelho também podem desenvolver essa síndrome.

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