cisto de Baker: ilustração de cisto de baker

Outros problemas dos joelhos

Cisto de Baker: caroço atrás do joelho

O que é um cisto de Baker (ou cisto poplíteo)?

  • Os tendões do corpo humano atuam realizando a conexão entre os músculos e os ossos. Os músculos são os motores dos movimentos humanos, sendo compostos por fibras que possuem a capacidade de se contrair.
  • Quando esta contração ocorre, a força gerada pelo músculo é transmitida pelo tendão, que atua como uma correia, movendo o osso. Durante este processo, o tendão desliza sobre as estruturas ao seu redor, gerando atrito.
  • As bainhas sinoviais são estruturas que envolvem os tendões, e que, devido às suas características, diminuem o atrito durante o deslizamento dos tendões. Estas bainhas sinoviais são basicamente formadas por membranas que produzem um líquido viscoso e o mantém ao redor os tendões, lubrificando-os.
  • Eventualmente pode ocorrer um acúmulo de líquido sinovial nestas bainhas, formando bolsas chamadas cistos sinoviais. Na maior parte das vezes, estes cistos não são dolorosos e nem são sinal de um problema. Os cistos sinoviais ao redor dos punhos são muito comuns e são caracterizados por pequenas bolinhas sob a pele, com cerca de 1 cm de diâmetro. Em geral estes cistos acabam desaparecendo de maneira espontânea e repentina, do mesmo modo como apareceram.
  • Nos joelhos também podem se formar cistos sinoviais, porém, como os tendões dos joelhos são bem maiores que os tendões dos punhos, os cistos costumam ser mais volumosos. De modo mais frequente, estes cistos se formam nas bainhas dos tendões semimembranoso e gastrocnêmio, que se localizam na porção posterior do joelho, em uma região chamada fossa poplítea, daí serem chamados cistos poplíteos. Seu outro nome, cistos de Baker, são uma referência ao cirurgião inglês Willam Morrant Baker, que descreveu este tipo de cisto, na segunda metade do século XIX.
  • As bainhas dos tendões semimembranoso e gastrocnêmio tem uma característica interessante: das bainhas que se localizam ao redor do joelho, estas são as únicas que podem ter uma comunicação direta com o interior da articulação do joelho. Esta comunicação pode fazer com que situações nas quais haja aumento do líquido sinovial dentro do joelho possam encher a bainha destes tendões de líquido, formando cistos.
  • Muitas vezes, como nos cistos dos punhos, os cistos poplíteos não são dolorosos e nem representam qualquer anormalidade. Porém, eventualmente, eles podem estar relacionados a problemas da articulação do joelho.
  • Uma lesão no menisco, um quadro de desgaste do joelho ou um reumatismo, podem ocasionar aumento na produção do líquido da articulação e, nestas condições, o cisto pode ser um sinal de que algo não vai bem no joelho. Quando isso ocorre, o paciente costuma queixar-se de dores e até limitação dos movimentos do joelho. Cistos não relacionados a doenças dos joelhos, costumam ser indolores.
  • Para o tratamento dos cistos poplíteos, o mais importante é determinar se há, ou não, alguma doença ou anormalidade articular associada. Não havendo problemas articulares, em geral, recomenda-se apenas a observação e é bem provável que, após alguns meses, o cisto desapareça. Por outro lado, se for diagnosticada alguma doença articular, o tratamento do cisto será necessariamente o tratamento do problema diagnosticado.
  • Nestes casos, de nada adianta drenar e esvaziar o cisto através de punções ou mesmo de operações cirúrgicas, se a doença do joelho não for tratada, pois os sintomas persistirão, bem como a produção exagerada de líquido sinovial, o que resultará no reaparecimento do cisto.

Sintomas do cisto de Baker que pedem avaliação

Cisto de Baker sem dor, sem limitação de movimento e sem outros sintomas do joelho costuma ser apenas observado, porque tende a ser um achado sem repercussão clínica relevante.

Por outro lado, aumento rápido de volume, dor na parte de trás do joelho, sensação de peso na panturrilha ou limitação para dobrar o joelho são sinais que merecem avaliação, porque podem indicar que o cisto está relacionado a um problema articular associado, como lesão de menisco ou desgaste da cartilagem.

Tratamento do cisto de Baker em Brasília

Quando exames de imagem, como a ressonância magnética, identificam uma causa associada, o tratamento do cisto de Baker é o tratamento dessa causa, e não apenas a drenagem do cisto isoladamente.

Nos casos sem doença articular associada, o acompanhamento costuma ser clínico, com reavaliação periódica no consultório na Asa Norte, já que boa parte dos cistos reduz de tamanho ou desaparece de forma espontânea ao longo de alguns meses.

Perguntas sobre cisto de Baker

Cisto de Baker precisa ser operado?

Nem sempre. Quando não há doença articular associada, a observação costuma ser suficiente, porque muitos cistos reduzem ou desaparecem sozinhos. A cirurgia é considerada em casos persistentes, volumosos ou associados a uma causa que também precise ser tratada.

Quais são os sintomas de um cisto de Baker?

Muitos cistos de Baker não causam sintoma nenhum, além do próprio caroço na parte de trás do joelho. Quando causam sintomas, os mais comuns são sensação de peso na panturrilha, dor local e dificuldade para dobrar o joelho completamente.

Cisto de Baker pode voltar depois de tratado?

Pode, principalmente se a causa associada, como uma lesão de menisco ou um quadro de desgaste articular, não for tratada junto. Drenar o cisto sem tratar a causa costuma levar ao reaparecimento do líquido.

Cisto de Baker é sinal de artrose?

Não necessariamente, mas pode estar associado a ela. O aumento de líquido dentro do joelho, que forma o cisto, também pode ocorrer por lesão de menisco ou outras alterações articulares, por isso a investigação da causa é importante.

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